Cavalinhos
(2017) Video, 5’02’’
O vídeo apresenta máquinas de sucção de gás e petróleo conhecidas na região de Linhares - ES popularmente como “cavaletes” ou “cavalinhos”. Estas bombas mecânicas são instaladas em fazendas e bombeiam diariamente milhares de litros de petróleo e gás natural.
Cavalinhos apresenta planos abertos das estruturas na paisagem e planos fechados do movimento das engrenagens e todos os elementos que a compõem. O trabalho exibe a estrutura como um grande corpo, acentua as linhas, o peso, o movimento, bem como o aspecto escultural da máquina ao se posicionar contra a luz do sol. Assim apresenta a “cabeça de cavalo” inserindo e retirando a vareta de metal do solo num movimento constante de bombeamento.
O procedimento de repetição é constante e coincide com o ciclo da luz presente no vídeo que se inicia com o raiar do sol e finaliza com o entardecer. É exibido em loop para promover a relação com o ritmo do trabalho incessante das máquinas em constante extração dos recursos naturais. 
O título "Cavalinhos" promove a relação singela que essas máquinas têm com a paisagem, passando inclusive a se estruturarem como pontos turístico de viajantes e andarilhos. Neste contexto o termo "cavalo" tanto faz referência ao animal quanto a unidade de medida de potência utilizada para expressar força. As máquinas são instaladas com a promessa de pagamento de royalty, mas poluem o solo, o lençol freático e inviabilizam a produção de alimentos no local, tornam-se símbolos de um racionalismo empobrecido e obsoleto.
O discurso de progresso e prosperidade social ao longo do regime militar como na atualidade segue a lógica da produção econômica, do trabalho ininterrupto e da exploração de recursos naturais com a promessa de prosperidade, mas promovendo ainda mais dependência econômica e os riscos das flutuações do mercado.​​​​​​​