Marasmo Cultural Cultural Marasmus
(2017) Recorte sobre feltro, 500x60cm. Felt cutout.
Faixa produzida em feltro recortado e estendida na fachada do Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre com palavras do pintor Iberê Camargo que remetem a formação da instituição. A faixa foi produzidas como resultado de oficina promovida pelo artista.
Em 1960 na ocasião de sua visita a cidade de Porto Alegre, Iberê Camargo já um artista reconhecido e então residindo no Rio de Janeiro deu entrevista ao jornal local afirmando que a cidade vivia um “Marasmo Cultural” tendo em vista os poucos espaços expositivos e a fragilidade do sistema artístico local. Esta entrevista reverberou no meio artístico, administrativo, político e promoveu a formação do Atelier Livre como espaço público destinado a produção artística na cidade.
Em 2017 Porto Alegre como boa parte das cidades brasileira sofre as consequências de uma grave crise econômica que promove mudanças e o fechamento de espaços culturais, além da precarização de instituições públicas como o Atelier Livre.
Desta forma a frase de Iberê Camargo se atualiza como provocação para que o meio artístico local possa efetivamente entrar no debate sobre o futuro das instituições culturais na cidade, entendendo os espaços culturais como locais públicos e políticos.
Em colaboração com Alexandre Moreira, Léo Felipe e Tula Anagnostopoulos.
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Arquivos usados na oficina podem ser baixados através do link:  https://drive.google.com/open?id=10XrT4ac1STYbXKHqF7FR6ojp2pPIB7PE
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Sign made with felt cut out and extended on the facade of the Free Atelier of the City Hall of Porto Alegre with words of the painter Iberê Camargo that remits the formation of the institution.
In 1960 on the occasion of his visit to the city of Porto Alegre, Iberê Camargo, a recognized artist back then living in Rio de Janeiro, gave an interview to the local newspaper stating that the city lived a "Cultural Marasmus" duo to the few exhibition spaces and the fragility of the local artistic system. This interview reverberated in the artistic, administrative and political environment and promoted the formation of the Free Atelier as a public space destined for artistic production in the city.
In 2017, Porto Alegre, like most Brazilian cities, suffer the consequences of a serious economic crisis that promotes changes and closure of cultural spaces, in addition to the precariousness of public institutions such as the Free Atelier.
In this way, the phrase of Iberê Camargo is updated as a provocation so that artists and the local artistic community can effectively enter into the debate about the future of cultural institutions in the city, understanding the cultural spaces as public and political places.
In colaboration with Alexandre Moreira, Léo Felipe e Tula Anagnostopoulos.